sexta-feira, 9 de abril de 2010

Segredo é usar adoçante certo na hora certa



Na hora de adoçar a sobremesa ou o cafezinho, nem sempre é fácil escolher o tipo certo de adoçante a ser utilizado. Alguns perdem o poder de adoçar quando são levados ao fogo, enquanto outros, embora menos calóricos que o açúcar, podem ter efeito indesejado e elevar a glicemia. Para guiar o diabético na escolha do produto mais adequado a seu gosto e perfil, a nutricionista Marina Munhoz da Rocha, do Centro de Diabetes de Curitiba (CDC), dá algumas dicas.

A sacarina, adoçante artificial mais antigo no mercado, é totalmente sintético, não calórico e não eleva a glicemia. Pode ser utilizado para a preparação de doces que vão ao fogo porque não perde suas propriedades de adoçante. Sua desvantagem é o gosto residual amargo que aumenta quanto maior for a quantidade de adoçante utilizada. Geralmente, a sacarina é comercializada em associação com o ciclamato, também de origem sintética, apropriado igualmente para culinária. Adoça trinta vezes mais que o açúcar, mas, apesar disso, não é calórico, podendo ser utilizado pelo diabético. Por ter sódio em sua composição, o ciclamato não é indicado para portadores de hipertensão, porque pode elevar a pressão arterial.


O aspartame, composto por dois amino-ácidos naturais, teve seu uso questionado durante algum tempo por causa de informações de autoria desconhecida veiculadas pela Internet, que acusavam o produto de ser cancerígeno. Segundo Marina, nenhum estudo científico comprovou essa teoria e, portanto, o aspartame é livremente indicado até mesmo para gestantes. Adoçando 200 vezes mais que o açúcar, o aspartame não é apropriado para culinária porque perde seu poder quando aquecido. Sua principal vantagem é não apresentar sabor residual.

O steviosídeo é um adoçante natural, extraído de plantas. Adoça 300 vezes mais que o açúcar. Tem sabor residual e não perde as propriedades quando aquecido. Geralmente é produzido em associação com o ciclamato. O acessulfame, utilizado em produtos industrializados como os refrigerantes dietéticos, tem leve sabor residual. Bastante popular na Europa e nos Estados Unidos, o produto vem associado ao aspartame, adoça 200 vezes mais que o açúcar e não perde seu poder quando levado ao fogo.


A sucralose, outro produto sintético, adoça 600 vezes mais que o açúcar, não tem sabor residual e não afeta a glicemia. Já a frutose, extraída das frutas, adoça 300 vezes mais que o açúcar, pode ser utilizada em culinária, sendo o único adoçante que consegue produzir calda de doce, mas afeta a glicemia. Por isso, Marina alerta que, se for usar a frutose, o diabético deve compensar eliminando de sua refeição algum outro alimento calórico, como o pão, por exemplo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

As intervenções nutricionais inteligentes e adequadamente implementadas respeitando-se os gostos e preferências dos pacientes representam uma estratégia de alta eficácia na prevenção e no tratamento do diabetes. Classicamente, a orientação nutricional voltada à prevenção e ao controle do excesso de peso e da obesidade tem-se mostrado como uma das estratégias mais importantes nos esforços de se promover o controle glicêmico necessário. Quais seriam as dietas já consagradas e capazes de proporcionar benefícios indiscutíveis nesse sentido?

Dentre as intervenções nutricionais mais eficazes, a dieta do Mediterrâneo, sem sombra de dúvidas, é a que proporciona evidências científicas mais concretas. O papel dessa dieta na prevenção do diabetes tipo 2 foi avaliado em artigo publicado no British Medical Journal, em Maio de 2008. Os autores explicam que essa dieta inclui os seguintes componentes: alto coeficiente de ácidos graxos monoinsaturados/saturados, ingestão moderada de álcool, alta ingestão de legumes, vegetais, grãos, frutas e sementes, baixa ingestão de carne e derivados e ingestão moderada de leite e seus derivados. Mais recentemente, uma alta ingestão de peixes foi incluída como um dos componentes essenciais dessa dieta. Os benefícios da dieta do Mediterrâneo na prevenção do diabetes tipo 2 foram proporcionais ao grau de aderência dos participantes às recomendações nutricionais recebidas. Os coeficientes ajustados de incidência da doença foram de 1,00 para os pacientes com baixa aderência, de 0,41 para os pacientes com aderência moderada e de apenas 0,13 para os pacientes com alta aderência .
Será que todos os "alimentos marinhos", incluindo peixes e frutos do mar, teriam um impacto benéfico de redução de risco de diabetes tipo 2? Esse assunto foi avaliado no estudo EPIC, cujos resultados foram publicados em Outubro de 2009, no Diabetes Care. No conceito tradicional, os benefícios de uma dieta rica em peixes e frutos do mar promoveriam um efeito protetor contra doenças crônicas, reduzindo sua prevalência. O Estudo EPIC mostrou que a coisa não é bem assim: uma dieta rica em peixes (uma ou mais porções por semana) esteve, sim, associada a uma redução de 25% no risco de diabetes. Por outro lado, o consumo de uma ou mais porções por semana de frutos do mar (camarão, ostra, lagosta, etc.) promoveu o efeito inverso, ou seja, aumentou em 36% o risco de desenvolvimento do diabetes.
O mecanismo desse aumento de risco ainda não está bem esclarecido, mas supõe-se que esteja relacionado ao método de cozimento (tipo e quantidade da gordura utilizada na fritura) e com os condimentos com os quais os frutos do mar são geralmente servidos (maionese ou manteiga com alho) [2].

Se o consumo de peixes reduz o risco de diabetes e o consumo de frutos do mar aumenta esse risco, qual seria o resultado da ingestão concomitante de uma deliciosa caldeirada incluindo tanto peixe como frutos do mar, em termos de prevenção do diabetes? Pode ser que essa combinação traga um benefício neutro para a saúde, mas seguramente é um "prato dos deuses" para os gastrônomos...



Hipoglicemia - sintomas

Os sintomas hipoglicêmicos podem ser divididos naqueles produzidos pelos hormônios contra-regulatórios (adrenalina e glucagon), acionados pelo declínio da glicose, e naqueles produzidos pela redução de açúcar no cérebro.



Manifestações adrenérgicas (adrenalina)
Tremores, ansiedade, nervosismo
Palpitações, taquicardia
Sudorese, calor
Palidez, frio, languidez
Pupilas dilatadas
Manifestações do glucagon
Fome, borborigma ("ronco" na barriga)
Náusea, vômito, desconforto abdominal
Manifestações neuroglicopênicas (pouco açúcar no cérebro)
Atividade mental anormal, prejuízo do julgamento
Indisposição não específica, ansiedade, alteração no humor, depressão, choro, medo de morrer
Negativismo, irritabilidade, agressividade, fúria
Mudança na personalidade, labilidade emocional
Cansaço, fraqueza, apatia, letargia, sono, sonho diurno
Confusão, amnésia, tontura, delírio
Olhar fixo, visão embaçada, visão dupla
Atos automáticos
Dificuldade de fala, engolir as palavras
Ataxia, descoordenação, às vezes confundido com [embriaguez]
Déficit motor, parálise, hemiparesia
Parestesia, dor de cabeça
Estupor, coma, respiração difícil
Convulsão focal ou generalizada


Nem todas as manifestações anteriores ocorrem em casos de hipoglicemia. Não há ordem certa no aparecimento dos sintomas. Manifestações específicas variam de acordo com a idade e com a severidade da hipoglicemia. Em crianças jovens com hipoglicemia matinal, há vômito freqüentemente acompanhado de cetose. Em crianças maiores e em adultos, a hipoglicemia moderadamente severa pode parecer mania, distúrbio mental, intoxicação por drogas ou embriaguez. Nos idosos, a hipoglicemia pode produzir efeitos parecidos com uma isquemia focal ou mal-estar sem explicação.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009




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